31 de mar de 2011

Vira-latas? E com muito orgulho...


Oi pessoal, o que eu quero mostrar pra vocês é a inteligência dos cães considerados vira-latas, muitas pessoas tem um certo preconceito em pegar um cão que não seja de raça, mas eu digo que cão é cão, gato é gato, independente se são puros ou mix, onde eu quero chegar? É o que vamos ler agora sobre a Vanessa e seus dois cães vira-latas Cocota e Brisa:

Eu queria pegar um vira-lata desde bebê, sem a menor intenção de agility. Quando recebi o e-mail da Ana Cláudia, protetora do Clube das Mordidas, dizendo que ela havia pego uma vira-lata grávida na Super Via. Liguei para ela e disse que ficaria com uma fêmea da ninhada.

Cocota nasceu e no 1º dia de vida fui visitá-la. Quando cheguei lá, vi uma SRDzinha cinza, muito feinha ainda se recuperando de uma sarna que pegou o corpo todo e mega-medrosa. Ela chegava perto da gente, dava uma cheiradinha e saía correndo, a gente nem precisava se abaixar. Aí eu e o Rafa ficamos lá tentando fazer contato com ela. O Rafa foi o primeiro que conseguiu encostar a mão. Mas ela sempre fugia e fez xixi uma três vezes com medo de nós.

A Ana comentou: "Não sei como vou fazer para doar essa cachorrinha, ela faz xixi quando alguém se aproxima, não brinca, foge. Acho que vou ter que ficar com ela!".


Na volta pra casa, vim conversando com o Rafael. Sabíamos que teríamos condições e paciência para uma meninota como aquela.

Liguei pra Ana e falei que não iríamos mais querer a Cocota. Que ficaríamos com a Brisa.

Quando ela se acostumou conosco e corria pela casa como louca, pensei: "'Taí, será uma boa dog pro agility".

Um mês depois, a Ana liberou as fotos da ninhada. Cocota estava lá, linda. Mostrei pro Rafael o que perdemos e ele: "Liga AGORA pra Ana. Quero essa cachorra." Ponderei o fato de que seria o 8º cão e tals, mas ele insistiu. Ou seja, se não fosse meu marido, não sei aonde Cóqui estaria hoje!


Aí, lógico, a colocamos no agility também. O Rafael quem começou a treiná-la e eu com a Brisa. Mas ele desistiu por falta de tempo e porque não teria como participar de competições todos os fins de semana por causa dos plantões na clínica.

E como o agility surgiu na minha vida? Sempre amei cães e antes de adotá-las eu via um programa de competições no National Geographic acho. O qual descobri por um acaso, mudando de canal procurando por algo na TV. Eu nem sabia que existia no Brasil.

Enfim, hoje são campeãs e nem pensei que chegariam tão longe com um total de três títulos! Engraçado que acho que da maioria das pessoas, a que menos acreditava era eu! *rs* De qualquer forma, atingi meus objetivos com cada uma, e agora sim, o que vier, é mais do que lucro!

Vanessa,

É de pessoas como você e seu marido que este mundo precisa, não somente os cães de raça precisam de um lar...os vira-latas possuem as mesmas necessidades: sentem frio, fome, sede, sofrem maus tratos, mas se suas cachorras se pudessem te agradecer diriam: Obrigada por tudo...ganhamos na loteria...

Vocês fizeram a diferença dessas duas e que muitos outros tenham a mesma sorte da Brisa e da Cocota, que encontrem pessoas do bem.

Não podemos mudar o mundo, mas se cada um fizesse o que vocês fizeram, muitos cães não estariam aguardando lares.

Felicidades mil a você, seus cães e familiares.

Quanto a chorar em pista!!! Chore, grite é o seu momento é a sua vitória e você sabe o quanto ralou pra chegar onde chegou, e tenho certeza que não irá parar por ai.

Bjs
Drika

Foto: Arquivo Pessoal

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